MECANISMOS DE COESÃO TEXTUAL
Coesão é o encadeamento semântico que produz a textualidade. Podemos definir a coesão, mais especificamente, dizendo que se trata de uma maneira de recuperar, em uma sentença, um termo presente na sentença anterior.
Se perguntarmos se duas sentenças como Pegue três maçãs, Coloque-as sobre a mesa constituem um texto, a resposta será afirmativa. Se perguntarmos o motivo, dirão que ambas tratam da mesma coisa. Se perguntarmos ainda se existe algo na segunda sentença que possa ligá-la à primeira, apontariam o pronome as. De fato, o pronome recupera semanticamente, na segunda sentença, o termo três maçãs. Eis aí um exemplo de coesão textual.
Muitas pessoas constroem razoavelmente a textualidade na língua oral, mas, quando se trata de escrever um texto, em geral se limitam a usar as palavras mesmo e referido, produzindo sequências do tipo:
(1) Pegue três maçãs. Coloque as mesmas sobre a mesa.
(2) João Paulo II esteve, ontem, em Varsóvia. Na referida cidade, o mesmo disse que a igreja continua a favor do celibato.
É muito fácil, porém, evitar este procedimento, fazendo uso dos amplos recursos de que a língua dispõe para construir a textualidade. Vejamos outras versões possíveis da sequência (2):
(2 a) João Paulo II esteve, ontem, em Varsóvia. Lá, ele disse que a igreja continua a favor do celibato.
(2 b) João Paulo II esteve, ontem, em Varsóvia. Lá, disse que a igreja continua a favor do celibato.
Na versão (2 a), o termo Varsóvia está recuperado pelo advérbio lá e o termo João Paulo II, pelo pronome ele. Esse processo chama-se coesão por referência. As palavras responsáveis por este tipo de coesão são os pronomes pessoais ( ele, ela, nós, o, a, lhe, etc.), os pronomes possessivos ( meu, teu, seu etc. ) e os pronomes demonstrativos ( este, esse, aquele etc. ). Os advérbios de lugar e também os artigos definidos entram nesta lista..
Em ( 2 b ), João Paulo II se acha retomado na segunda sentença por elipse, ou seja, a omissão do termo ele .
Uma outra possibilidade seria utilizar palavras ou expressões sinônimas dos termos que deverão ser retomados. No caso em questão, podemos usar a palavra papa, para retomar João Paulo II, e a expressão capital da Polônia, para retomar Varsóvia.
( 2 c) João Paulo II esteve, ontem, em Varsóvia. Na capital da polônia, o papa disse que a igreja continua a favor do celibato.
Observe que a coesão é essencial para evitar a repetição de termos:
( 3 ) Acabamos de receber trinta termômetros clínicos. Os termômetros clínicos deverão ser encaminhados ao departamento de pediatria.
Para evitar este inconveniente, podemos utilizar sinônimos ou outras palavras que substituam, sem fugir aos significados dos termos anteriores.
( 3 a) Acabamos de receber trinta termômetros clínicos. Os mesmos deverão ser encaminhados ao departamento de pediatria.
( 3 b) Acabamos de receber trinta termômetros clínicos. Esses instrumentos deverão ser encaminhados ao departamento de pediatria.
Um efeito colateral positivo da coesão é a maior clareza do texto. Comparemos as versões a seguir de um mesmo texto:
I. O governo de muitos países tem decidido liberar a maconha para uso doméstico. A Inglaterra faz vistas grossas ao seu consumo. Ela deixará, a partir de agora, de efetuar prisões por seu porte para consumo próprio. Ela segue a tendência européia de maior tolerância com os usuários de drogas leves.
II. O governo de muitos países tem decidido liberar a maconha para uso doméstico. A Inglaterra faz vistas grossas ao consumo da erva. As autoridades inglesas deixarão, a partir de agora, de efetuar prisões pelo porte desse entorpecente para consumo próprio. O país segue a tendência européia de maior tolerância com os usuários de drogas leves.
Às vezes, a coesão textual é feita de maneira indireta, apelando para o conhecimento de mundo do leitor. Vejamos os exemplos seguintes:
( 4 ) Ontem fui a uma festa de casamento. O bolo estava delicioso.
( 5 ) Liguei o carro e saí. Duas quadras depois notei um pneu da frente
vazio.
( 6 ) Mamãe ficou uma semana internada em um hospital. Ela chegou a ficar
amiga de várias enfermeiras.
Veja que na sequência ( 4 ) a palavra bolo é responsável pela coesão entre as duas frases, mas não retoma nenhum termo anterior. A coesão textual é feita por uma relação de idéia entre os termos. A mesma coesão lexical indireta se dá entre os termos carro/pneu e hospital/enfermeiras.
MECANISMOS DE COESÃO TEXTUAL - EXERCÍCIOS
Construa novas versões dos textos a seguir, utilizando, em relação às palavras destacadas, os mecanismos de coesão que julgar adequados:
1) As revendedoras de automóveis não estão mais equipando os automóveis para vender os automóveis mais caro. O cliente vai à revendedora de automóveis com pouco dinheiro e, se tiver que pagar mais caro o automóvel, desiste de comprar o automóvel, e as revendedoras de automóveis têm prejuízo.
2) A China é mesmo um país fascinante, onde tudo é dimensionado em termos gigantescos. A China é uma civilização milenar. A China abriga cerca de um quarto de toda a humanidade. Mencionar tudo o que a China, um tanto misteriosa, tem de grande ocuparia um espaço também exagerado.
3) Muita gente votou nas últimas eleições. Muita gente pensava que as coisas iriam mudar radicalmente, mas muita gente estava enganada. O Brasil parece que levará ainda um tempo muito grande para amadurecer. O que o Brasil precisa, entretanto, para chegar a ficar maduro, é manter arejada e viva a democracia com a ajuda de muita gente.
POSSÍVEIS RESPOSTAS
1) revendedoras de automóveis, automóveis, revendê-los, à concessionária, pelo produto, comprá-lo, agências
2) China, ( Omissão do termo A China ), O gigante amarelo, este enorme país
Muita gente, uma grande parte da população, várias pessoas, todos
terça-feira, 10 de novembro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Blog Dorado
Estratégias de Leitura
Como a leitura faz inúmeras solicitações simultâneas ao cérebro, é necessário desenvolver, consolidar e automatizar habilidades muito sofisticadas para pertencer ao mundo dos que lêem com naturalidade e rapidez. Trata-se de um longo e acidentado percurso para a compreensão efetiva e responsiva, que envolve:· decodificação de signos;· interpretação de itens lexicais e gramaticais;· agrupamento de palavras em blocos conceituais;· identificação de palavras-chave;· seleção e hierarquização de idéias;· associação com informações anteriores;· antecipação de informações;· elaboração de hipóteses;· construção de inferências;· controle de velocidade;· focalização da atenção;· avaliação do processo realizado;· reorientação dos próprios procedimentos mentais.Um leitor ativo considera os recursos técnicos e cognitivos que podem ser desenvolvidos para uma leitura produtiva. A leitura não se esgota no momento em que se lê. Expande-se por todo o processo de compreensão que antecede o texto, explora-lhe as possibilidades e prolonga-lhe o funcionamento além do contato com o texto propriamente dito, produzindo efeitos na vida e no convívio com as outras pessoas.Há procedimentos específicos de seleção e hierarquização da informação como:· observar títulos e subtítulos;· analisar ilustrações; · reconhecer elementos para textuais importantes (parágrafos, negritos, sublinhados, deslocamentos, enumerações, quadros, legendas etc.);· reconhecer e sublinhar palavras-chave;· identificar e sublinhar ou marcar na margem fragmentos significativos; · relacionar e integrar, sempre que possível, esses fragmentos a outros; · decidir se deve consultar o glossário ou o dicionário ou adiar temporariamente a dúvida para esclarecimento no contexto;· tomar notas sintéticas de acordo com os objetivos.Há também procedimentos de clarificação e simplificação das idéias do texto como:· construir paráfrases mentais ou orais de fragmentos complexos; · substituir itens lexicais complexos por sinônimos familiares;· reconhecer relações lexicais/ morfológicas/ sintáticas. Utilizamos ainda procedimentos de detecção de coerência textual, tais como:
· identificar o gênero ou a macroestrutura do texto;· ativar e usar conhecimentos prévios sobre o tema;· usar conhecimentos prévios extra textuais, pragmáticos e da estrutura do gênero.Um leitor maduro usa também, freqüentemente, procedimentos de controle e monitoramento da cognição e da atividade mental:· planejar objetivos pessoais significativos para a leitura;· controlar a atenção voluntária sobre o objetivo;· controlar a consciência constante sobre a atividade mental; · controlar o trajeto, o ritmo e a velocidade de leitura de acordo com os objetivos estabelecidos;· detectar erros no processo de decodificação e interpretação; · associar as unidades menores de significado a unidades maiores; · auto-avaliar continuamente o desempenho da atividade; · aceitar e tolerar temporariamente uma compreensão desfocada até que a própria leitura desfaça a sensação de desconforto.Alguns desses procedimentos são utilizados pelo leitor na primeira leitura, outros na releitura. Há ainda aqueles que são concomitantes a outros, constituindo uma atividade cognitiva complexa que não obedece a uma seqüência rígida de passos. É guiada tanto pela construção do próprio texto como pelos interesses, objetivos e intenções do leitor.
DICAS DE LEITURA DINÂMICA
1. Leitura de estudo (250 p.p.m.): Esta é a velocidade adequada para assegurar a compreensão, enfrentando textos complicados ou com vocabulário novo.
2. Leitura rápida (400-800 p.p.m.): Esta é a velocidade ideal para repasses, folhear relatórios, resumos e textos previamente lidos.
· Porque muita gente lê mais devagar do que poderia?
Por causa dos muitos maus hábitos de leitura que aprendemos desde criança. Um hábito é uma atividade repetitiva involuntária. A forma que lemos é um hábito. A boa notícia é que mudar um hábito de leitura é um processo simples, que requer um tempo relativamente curto, e que depende de nossas características particulares e da dedicação. Mais uma vez, a chave é praticar, praticar e praticar de novo!
Estes são alguns dos benefícios de incrementar a velocidade de leitura:
· Os hábitos de leitura que temos que tentar corrigir são:
1. Ler tudo com a mesma velocidade. Alguns textos são mais difíceis de compreender que outros. Temos que saber adaptar a velocidade de leitura ao nível de dificuldade do livro, e também ao propósito da mesma.
2. Ler devagar. Ler devagar fragmenta o material de leitura, ou seja, limita a perspectiva do que foi lido. Ler rápido permite captar conceitos com claridade.
3. Movimentos ineficientes dos olhos. Ao ler, as vezes os olhos tendem a regressar à linha que já foi lida. Também pode ocorrer que quando passamos de uma linha a outra, as vezes temos a tentação de vagar, em vez de passar diretamente à primeira palavra da seguinte linha.
4. Pouca superfície de fixação. Os olhos percebem entre 3 e 4 palavras cada vez que se fixam no texto. Este pequeno número de palavras que vemos é consequência da maneira que nos ensinaram a ler quando crianças: Palavra por palavra. Com treinamento, podemos chegar a ler, de uma só fixação até 12 palavras.
5. Reafirmação auditiva. A reafirmação auditiva consiste em recitar as palavras durante a leitura. Este é um mau hábito adquirido quando o professor nos fazia ler em voz alta, para ter a certeza de que estávamos aprendendo a relação entre as letras e os sons. A chave está em conseguir ler sem "dizer" as palavras, já que ao ler em voz alta limitamos a velocidade de leitura à velocidade da fala, que é muito mais lenta.
6. Distrações. As distrações internas e externas são verdadeiras "assassinas" da compreensão, já que rompem nossa concentração e nos obrigam a ter que reiniciar a leitura várias vezes.
· identificar o gênero ou a macroestrutura do texto;· ativar e usar conhecimentos prévios sobre o tema;· usar conhecimentos prévios extra textuais, pragmáticos e da estrutura do gênero.Um leitor maduro usa também, freqüentemente, procedimentos de controle e monitoramento da cognição e da atividade mental:· planejar objetivos pessoais significativos para a leitura;· controlar a atenção voluntária sobre o objetivo;· controlar a consciência constante sobre a atividade mental; · controlar o trajeto, o ritmo e a velocidade de leitura de acordo com os objetivos estabelecidos;· detectar erros no processo de decodificação e interpretação; · associar as unidades menores de significado a unidades maiores; · auto-avaliar continuamente o desempenho da atividade; · aceitar e tolerar temporariamente uma compreensão desfocada até que a própria leitura desfaça a sensação de desconforto.Alguns desses procedimentos são utilizados pelo leitor na primeira leitura, outros na releitura. Há ainda aqueles que são concomitantes a outros, constituindo uma atividade cognitiva complexa que não obedece a uma seqüência rígida de passos. É guiada tanto pela construção do próprio texto como pelos interesses, objetivos e intenções do leitor.
DICAS DE LEITURA DINÂMICA
1. Leitura de estudo (250 p.p.m.): Esta é a velocidade adequada para assegurar a compreensão, enfrentando textos complicados ou com vocabulário novo.
2. Leitura rápida (400-800 p.p.m.): Esta é a velocidade ideal para repasses, folhear relatórios, resumos e textos previamente lidos.
· Porque muita gente lê mais devagar do que poderia?
Por causa dos muitos maus hábitos de leitura que aprendemos desde criança. Um hábito é uma atividade repetitiva involuntária. A forma que lemos é um hábito. A boa notícia é que mudar um hábito de leitura é um processo simples, que requer um tempo relativamente curto, e que depende de nossas características particulares e da dedicação. Mais uma vez, a chave é praticar, praticar e praticar de novo!
Estes são alguns dos benefícios de incrementar a velocidade de leitura:
· Os hábitos de leitura que temos que tentar corrigir são:
1. Ler tudo com a mesma velocidade. Alguns textos são mais difíceis de compreender que outros. Temos que saber adaptar a velocidade de leitura ao nível de dificuldade do livro, e também ao propósito da mesma.
2. Ler devagar. Ler devagar fragmenta o material de leitura, ou seja, limita a perspectiva do que foi lido. Ler rápido permite captar conceitos com claridade.
3. Movimentos ineficientes dos olhos. Ao ler, as vezes os olhos tendem a regressar à linha que já foi lida. Também pode ocorrer que quando passamos de uma linha a outra, as vezes temos a tentação de vagar, em vez de passar diretamente à primeira palavra da seguinte linha.
4. Pouca superfície de fixação. Os olhos percebem entre 3 e 4 palavras cada vez que se fixam no texto. Este pequeno número de palavras que vemos é consequência da maneira que nos ensinaram a ler quando crianças: Palavra por palavra. Com treinamento, podemos chegar a ler, de uma só fixação até 12 palavras.
5. Reafirmação auditiva. A reafirmação auditiva consiste em recitar as palavras durante a leitura. Este é um mau hábito adquirido quando o professor nos fazia ler em voz alta, para ter a certeza de que estávamos aprendendo a relação entre as letras e os sons. A chave está em conseguir ler sem "dizer" as palavras, já que ao ler em voz alta limitamos a velocidade de leitura à velocidade da fala, que é muito mais lenta.
6. Distrações. As distrações internas e externas são verdadeiras "assassinas" da compreensão, já que rompem nossa concentração e nos obrigam a ter que reiniciar a leitura várias vezes.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Exercícios sobre Pontuação
Aqui estão algumas orações sem a devida pontuação. O desafio é pontuá-las adequadamente. E Então?
1. Maria toma banho porque sua mãe disse ela dê-me a toalha
2. O pastor come grama a ovelha pasta
3. João foi para casa comer Maria sua mulher depois foi ao shopping
RESPOSTAS
1. Maria toma banho porque sua. Mãe, disse ela: dê-me a toalha!
2. O pastor come. Grama, a ovelha pasta.
3. João foi para casa comer. Maria, sua mulher, depois foi ao shopping.
O TESTAMENTO
Um homem rico, sem filhos, muito enfermo num leito de hospital, sentindo
que estava prestes a morrer, pediu papel e caneta e escreveu um bilhete que seria seu testamento. Não teve tempo de pontuar. Morreu. Eram quatro os concorrentes à fortuna. O advogado tirou quatro cópias e deu uma para cada possível beneficiário. Cada um, claro, tentou tirar proveito da situação. Faça, abaixo, a pontuação adequada do ponto de vista de cada concorrente!
Chegou o sobrinho e fez estas pontuações em sua cópia:
“ DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO AO MEU SOBRINHO
JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO NADA DOU
AOS POBRES “
A irmã do falecido chegou logo em seguida e pontuou sua cópia assim:
“ DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO AO MEU SOBRINHO
JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO NADA DOU
AOS POBRES “
Apareceu também o mecânico e logo pontuou:
“ DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO AO MEU SOBRINHO
JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO NADA DOU
AOS POBRES “
De repente entraram os pobres da cidade. Um deles mais sabido, tomou a cópia e resolveu pontuar assim:
“ DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO AO MEU SOBRINHO
JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO NADA DOU
AOS POBRES “
E então, conseguiu pontuar? Vamos conferir suas respostas?
Sobrinho:
DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO. AO MEU SOBRINHO.
JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO. NADA DOU AOS POBRES.”
Irmã:
“ DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ. NÃO AO MEU SOBRINHO.
JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO. NADA DOU
AOS POBRES. “
Mecânico:
“ DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO. AO MEU SOBRINHO
JAMAIS. SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO. NADA DOU
AOS POBRES. “
Pobres:
“ DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO. AO MEU SOBRINHO
JAMAIS. SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO NADA. DOU
AOS POBRES. “
1. Maria toma banho porque sua mãe disse ela dê-me a toalha
2. O pastor come grama a ovelha pasta
3. João foi para casa comer Maria sua mulher depois foi ao shopping
RESPOSTAS
1. Maria toma banho porque sua. Mãe, disse ela: dê-me a toalha!
2. O pastor come. Grama, a ovelha pasta.
3. João foi para casa comer. Maria, sua mulher, depois foi ao shopping.
O TESTAMENTO
Um homem rico, sem filhos, muito enfermo num leito de hospital, sentindo
que estava prestes a morrer, pediu papel e caneta e escreveu um bilhete que seria seu testamento. Não teve tempo de pontuar. Morreu. Eram quatro os concorrentes à fortuna. O advogado tirou quatro cópias e deu uma para cada possível beneficiário. Cada um, claro, tentou tirar proveito da situação. Faça, abaixo, a pontuação adequada do ponto de vista de cada concorrente!
Chegou o sobrinho e fez estas pontuações em sua cópia:
“ DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO AO MEU SOBRINHO
JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO NADA DOU
AOS POBRES “
A irmã do falecido chegou logo em seguida e pontuou sua cópia assim:
“ DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO AO MEU SOBRINHO
JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO NADA DOU
AOS POBRES “
Apareceu também o mecânico e logo pontuou:
“ DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO AO MEU SOBRINHO
JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO NADA DOU
AOS POBRES “
De repente entraram os pobres da cidade. Um deles mais sabido, tomou a cópia e resolveu pontuar assim:
“ DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO AO MEU SOBRINHO
JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO NADA DOU
AOS POBRES “
E então, conseguiu pontuar? Vamos conferir suas respostas?
Sobrinho:
DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO. AO MEU SOBRINHO.
JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO. NADA DOU AOS POBRES.”
Irmã:
“ DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ. NÃO AO MEU SOBRINHO.
JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO. NADA DOU
AOS POBRES. “
Mecânico:
“ DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO. AO MEU SOBRINHO
JAMAIS. SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO. NADA DOU
AOS POBRES. “
Pobres:
“ DEIXO MEUS BENS À MINHA IRMÃ NÃO. AO MEU SOBRINHO
JAMAIS. SERÁ PAGA A CONTA DO MECÂNICO NADA. DOU
AOS POBRES. “
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Funções da Linguagem
Segundo a Teoria da Comunicação, toda mensagem tem uma finalidade predominante que pode ser a transmissão de informação, o estabelecimento puro e simples de uma relação comunicativa, a expressão de emoções, e assim por diante. O conjunto dessas finalidades tem sido entendido sob o rótulo geral de funções da linguagem. O lingüista russo Roman Jakobson, propôs, em 1969, um modelo explicativo para o processo de comunicação verbal baseado em seis fatores:
1. FUNÇÃO REFERENCIAL OU DENOTATIVA
Dá ênfase ao contexto. O objetivo da mensagem é a transmissão de informação sobre a realidade ou sobre um elemento a ser designado. Aponta para o sentido real das coisas e dos seres. O trecho a seguir, com um conteúdo essencialmente informativo, exemplifica essa função.
“À noite, vemos a lua no céu”.
“Minúsculas lâminas de ouro encontradas em sítios arqueológicos na Escandinávia permitem que se saiba mais sobre a vestimenta, os cortes de cabelo e as práticas religiosas dos vikings”.
2. FUNÇÃO EMOTIVA OU EXPRESSIVA
Dá ênfase ao emissor. O objetivo da mensagem é a expressão das emoções, atitudes, estados de espírito do remetente com relação ao que se fala.
“ Que lua maravilhosa!”...
“ Estou desesperado e sem saber o que fazer. Sem comida e sem água, todos estão doentes e não consigo sair da tenda”.
3. FUNÇÃO CONATIVA OU APELATIVA
Dá ênfase ao receptor. O objetivo da mensagem é persuadir o destinatário, influenciando-o.
“O Brasil vive um momento ideal para que os planos se tornem ações e as teorias partam para a prática. Cada brasileiro comprou para si a briga contra a fome. E o povo brasileiro conta com o apoio da sua empresa nessa luta.
Esta é a hora de mostrar sua responsabilidade social para com as comunidades mais carentes. Alimentar o Brasil é trabalho para um país inteiro. Mãos à obra.”
4. FUNÇÃO FÁTICA OU DE CONTATO
Dá ênfase ao contato entre o emissor e o receptor. Visa a estabelecer, prolongar, ou interromper a comunicação e serve para testar a eficiência do canal.
“Alô, alô, astronautas. Vocês conseguem me ouvir?”
- Juca!
- E aí, meu...
- Beleza?
- É isso aí, mano!
5. FUNÇÃO METALINGUÍSTICA
Dá ênfase ao código. O objetivo da mensagem é falar sobre o própria linguagem. Consiste numa recodificação e passa a existir quando a linguagem fala dela mesma. Serve para verificar se emissor e receptor estão usando o mesmo repertório. Um exemplo evidente são as definições de verbetes encontrados nos dicionários.
“Lua: é o satélite natural da Terra.”
“Metalinguagem: linguagem que serve para descrever ou falar sobre uma outra linguagem, natural ou artificial.”
6. FUNÇÃO POÉTICA
Dá ênfase à mensagem. Aqui, a mensagem é mais centrada como fim do que meio. Opõe-se à função referencial porque nela predominam a conotação e o subjetivismo.
“A lua era um desparrame de prata.”
“Solidão é uma ilha com saudade de barco.”
Nos poemas, é muito freqüente a manifestação da função poética da linguagem. Ela também pode aparecer nos jogos de linguagem, nas propagandas.
OBS: É importante lembrar que uma mesma mensagem pode ter diferentes funções. Nesses casos, cabe identificar sua função principal, pois sempre há predominância de uma função sobre as demais.
EXERCÍCIOS
Identifique a função predominante nos trechos a seguir.
A) - Bom dia!
- Bom dia... ( Fática )
B) “Compre tecidos nas Casas José Araújo, onde quem manda é
o freguês!” ( Conativa/Apelativa )
C) “Ilha é uma porção de terra cercada de água por todos os lados.”
( Metalingüística )
D) “Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente”.
( Poética )
1. FUNÇÃO REFERENCIAL OU DENOTATIVA
Dá ênfase ao contexto. O objetivo da mensagem é a transmissão de informação sobre a realidade ou sobre um elemento a ser designado. Aponta para o sentido real das coisas e dos seres. O trecho a seguir, com um conteúdo essencialmente informativo, exemplifica essa função.
“À noite, vemos a lua no céu”.
“Minúsculas lâminas de ouro encontradas em sítios arqueológicos na Escandinávia permitem que se saiba mais sobre a vestimenta, os cortes de cabelo e as práticas religiosas dos vikings”.
2. FUNÇÃO EMOTIVA OU EXPRESSIVA
Dá ênfase ao emissor. O objetivo da mensagem é a expressão das emoções, atitudes, estados de espírito do remetente com relação ao que se fala.
“ Que lua maravilhosa!”...
“ Estou desesperado e sem saber o que fazer. Sem comida e sem água, todos estão doentes e não consigo sair da tenda”.
3. FUNÇÃO CONATIVA OU APELATIVA
Dá ênfase ao receptor. O objetivo da mensagem é persuadir o destinatário, influenciando-o.
“O Brasil vive um momento ideal para que os planos se tornem ações e as teorias partam para a prática. Cada brasileiro comprou para si a briga contra a fome. E o povo brasileiro conta com o apoio da sua empresa nessa luta.
Esta é a hora de mostrar sua responsabilidade social para com as comunidades mais carentes. Alimentar o Brasil é trabalho para um país inteiro. Mãos à obra.”
4. FUNÇÃO FÁTICA OU DE CONTATO
Dá ênfase ao contato entre o emissor e o receptor. Visa a estabelecer, prolongar, ou interromper a comunicação e serve para testar a eficiência do canal.
“Alô, alô, astronautas. Vocês conseguem me ouvir?”
- Juca!
- E aí, meu...
- Beleza?
- É isso aí, mano!
5. FUNÇÃO METALINGUÍSTICA
Dá ênfase ao código. O objetivo da mensagem é falar sobre o própria linguagem. Consiste numa recodificação e passa a existir quando a linguagem fala dela mesma. Serve para verificar se emissor e receptor estão usando o mesmo repertório. Um exemplo evidente são as definições de verbetes encontrados nos dicionários.
“Lua: é o satélite natural da Terra.”
“Metalinguagem: linguagem que serve para descrever ou falar sobre uma outra linguagem, natural ou artificial.”
6. FUNÇÃO POÉTICA
Dá ênfase à mensagem. Aqui, a mensagem é mais centrada como fim do que meio. Opõe-se à função referencial porque nela predominam a conotação e o subjetivismo.
“A lua era um desparrame de prata.”
“Solidão é uma ilha com saudade de barco.”
Nos poemas, é muito freqüente a manifestação da função poética da linguagem. Ela também pode aparecer nos jogos de linguagem, nas propagandas.
OBS: É importante lembrar que uma mesma mensagem pode ter diferentes funções. Nesses casos, cabe identificar sua função principal, pois sempre há predominância de uma função sobre as demais.
EXERCÍCIOS
Identifique a função predominante nos trechos a seguir.
A) - Bom dia!
- Bom dia... ( Fática )
B) “Compre tecidos nas Casas José Araújo, onde quem manda é
o freguês!” ( Conativa/Apelativa )
C) “Ilha é uma porção de terra cercada de água por todos os lados.”
( Metalingüística )
D) “Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente”.
( Poética )
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Elementos da Comunicação
1. FONTE: é a origem da mensagem. Ao enviar um telegrama, será fonte o redator do mesmo.
2. EMISSOR: é quem envia a mensagem através da palavra oral ou escrita, gestos, expressões,desenhos etc. pode ser também uma organização informativa, como rádio, TV, estúdio cinematográfico. Ao enviar um telegrama, será emissor o telegrafista que codifica a mensagem.
3. MENSAGEM: é o que a fonte deseja transmitir, podendo se visual, auditiva ou audiovisual. Serve-se de um código que deve ser estruturado e decifrado. É preciso que a mensagem tenha conteúdo, objetivos e use canal apropriado. Num telegrama, por exemplo, a mensagem é o texto.
4. RECEPTOR: é um elemento muito importante no processo. Pode ser a pessoa que lê, que ouve, um pequeno grupo, um auditório ou uma multidão. Ao recebedor cabe decodificar a mensagem e dele dependerá, em termos, o êxito da comunicação. Temos que considerar, nesse caso, os agentes externos que independem do recebedor ( ruídos e entropia ). Ao enviar um telegrama, o recebedor será o telegrafista que decodifica a mensagem.
5. DESTINO: pessoa ou pessoas a quem a mensagem é dirigida. Ao ser enviado um telegrama, por exemplo, o destino será o destinatário.
6. CANAL: é a forma utilizada pela fonte para enviar a mensagem. Ele deve ser escolhido cuidadosamente, para assegurar a eficiência e o bom êxito da comunicação. O canal pode ser Natural, quando são utilizados os órgãos sensoriais. Tecnológico Espacial, quando leva a mensagem de um lugar para o outro, como o rádio, telefone, TV, fax, internet. Tecnológico Temporal, quando transporta a mensagem de uma época para outra, como os textos, livros, discos, fotografias, fitas gravadas.
7. CÓDIGO: é um conjunto de sinais estruturados. O código pode ser Verbal, quando utiliza a palavra falada ou escrita. Por exemplo, a língua portuguesa, inglesa, francesa. Não-verbal , quando não utiliza a palavra. Por exemplo gestos, sinais de trânsito, expressão facial etc.
8. RUÍDO: é toda interferência indesejável na transmissão de uma mensagem. Exemplo: um borrão na mensagem escrita , uma sirene durante um diálogo etc.
9. ENTROPIA: é a desorganização da mensagem. Durante um ato de comunicação, uma tradução, por exemplo, a mensagem chega truncada, com palavras fora de ordem. Exemplo: Eu menina uma vi.
OBS: Preste atenção, porque, muitas vezes, a fonte coincide com o emissor e o destino coincide com o receptor.
EXERCÍCIOS
De acordo com os textos abaixo, identifique os seguintes elementos da comunicação:
“ Um menino, jogando bola na rua, quebra a vidraça do Sr. Manuel. Furioso, ele grita :
- Moleque danado. Seu pai vai ter que pagar!
O garoto, então, foge em disparada.”
a. Emissor: Sr. Manuel
b. Mensagem: Moleque danado. Seu pai vai ter que pagar!
c. Receptor: O menino
d. Canal: Natural (A fala )
e. Código: Verbal ( Língua portuguesa )
“ Mary saiu cedo para o trabalho e deixou , na porta da geladeira, um bilhete para sua filha Suzy: ‘I Love you, darling!’.
a. Emissor: Mary
b. Mensagem: I love you, darling!
c. Receptor: Suzy
d. Canal: Tecnológico temporal ( a escrita/bilhete )
e. Código: Verbal ( Língua inglesa )
2. EMISSOR: é quem envia a mensagem através da palavra oral ou escrita, gestos, expressões,desenhos etc. pode ser também uma organização informativa, como rádio, TV, estúdio cinematográfico. Ao enviar um telegrama, será emissor o telegrafista que codifica a mensagem.
3. MENSAGEM: é o que a fonte deseja transmitir, podendo se visual, auditiva ou audiovisual. Serve-se de um código que deve ser estruturado e decifrado. É preciso que a mensagem tenha conteúdo, objetivos e use canal apropriado. Num telegrama, por exemplo, a mensagem é o texto.
4. RECEPTOR: é um elemento muito importante no processo. Pode ser a pessoa que lê, que ouve, um pequeno grupo, um auditório ou uma multidão. Ao recebedor cabe decodificar a mensagem e dele dependerá, em termos, o êxito da comunicação. Temos que considerar, nesse caso, os agentes externos que independem do recebedor ( ruídos e entropia ). Ao enviar um telegrama, o recebedor será o telegrafista que decodifica a mensagem.
5. DESTINO: pessoa ou pessoas a quem a mensagem é dirigida. Ao ser enviado um telegrama, por exemplo, o destino será o destinatário.
6. CANAL: é a forma utilizada pela fonte para enviar a mensagem. Ele deve ser escolhido cuidadosamente, para assegurar a eficiência e o bom êxito da comunicação. O canal pode ser Natural, quando são utilizados os órgãos sensoriais. Tecnológico Espacial, quando leva a mensagem de um lugar para o outro, como o rádio, telefone, TV, fax, internet. Tecnológico Temporal, quando transporta a mensagem de uma época para outra, como os textos, livros, discos, fotografias, fitas gravadas.
7. CÓDIGO: é um conjunto de sinais estruturados. O código pode ser Verbal, quando utiliza a palavra falada ou escrita. Por exemplo, a língua portuguesa, inglesa, francesa. Não-verbal , quando não utiliza a palavra. Por exemplo gestos, sinais de trânsito, expressão facial etc.
8. RUÍDO: é toda interferência indesejável na transmissão de uma mensagem. Exemplo: um borrão na mensagem escrita , uma sirene durante um diálogo etc.
9. ENTROPIA: é a desorganização da mensagem. Durante um ato de comunicação, uma tradução, por exemplo, a mensagem chega truncada, com palavras fora de ordem. Exemplo: Eu menina uma vi.
OBS: Preste atenção, porque, muitas vezes, a fonte coincide com o emissor e o destino coincide com o receptor.
EXERCÍCIOS
De acordo com os textos abaixo, identifique os seguintes elementos da comunicação:
“ Um menino, jogando bola na rua, quebra a vidraça do Sr. Manuel. Furioso, ele grita :
- Moleque danado. Seu pai vai ter que pagar!
O garoto, então, foge em disparada.”
a. Emissor: Sr. Manuel
b. Mensagem: Moleque danado. Seu pai vai ter que pagar!
c. Receptor: O menino
d. Canal: Natural (A fala )
e. Código: Verbal ( Língua portuguesa )
“ Mary saiu cedo para o trabalho e deixou , na porta da geladeira, um bilhete para sua filha Suzy: ‘I Love you, darling!’.
a. Emissor: Mary
b. Mensagem: I love you, darling!
c. Receptor: Suzy
d. Canal: Tecnológico temporal ( a escrita/bilhete )
e. Código: Verbal ( Língua inglesa )
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