domingo, 13 de dezembro de 2015
Jaboatonense ou Jaboatanense?
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Digital?
sábado, 9 de maio de 2015
HIPERONÍMIA E HIPONÍMIA
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Descriminar X Discriminar
Ex.: A juíza descriminou o homem acusado de roubo.
Será discutida a descriminalização do aborto.
Discriminar é o mesmo que diferenciar, distinguir, separar, segregar. Pode ser ainda o ato de listar, especificar, descrever.
Ex.: Ele se sente discriminado por conta da sua situação financeira.
Suas compras estão discriminadas no extrato do seu cartão.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
ESTORNO ou EXTORNO
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Absorver X absolver
a. Este tecido absorve a água com facilidade.
b. A prova de hoje vai absorver todas as minhas energias.
c. O aluno deve procurar absorver todo o conteúdo da disciplina.
d. O júri absolveu o réu da suspeita de falsificação.
e. Antes de morrer, o cavaleiro absolveu seu inimigo e descansou em paz.
f. O jogador decidiu absolver-se pelas faltas cometidas em campo.
terça-feira, 13 de maio de 2014
Nóis mudemo
As aulas tinham começado numa segunda-feira. Escola de periferia, classes heterogêneas, retardatários. Entre eles, uma criança crescida, quase um rapaz.
- Por que você faltou esses dias todos?
- É que nóis mudemo onti, fessora. Nóis veio da fazenda.
Risadinhas da turma.
- Não se diz “nóis mudemo” menino! A gente deve dizer: nós mudamos, tá?
- Tá fessora!
No recreio as chacotas dos colegas: Oi, nóis mudemo! Até amanhã, nóis mudemo!
No dia seguinte, a mesma coisa: risadinhas, cochichos, gozações.
- Pai, não vô mais pra escola!
- Oxente! Módi quê?
Ouvida a história, o pai coçou a cabeça e disse:
- Meu fio, num deixa a escola por uma bobage dessa! Não liga pras gozação da mininada! Logo eles esquece.
Não esqueceram.
-É, professora, meu fio não aguentou as gozações da mininada. Eu tentei fazê ele continuá, mas não teve jeito. Ele tava chateado demais. Bosta de vida! Eu devia di tê ficado na fazenda coa famia. Na cidade nóis não tem veis. Nóis fala tudo errado.
Inexperiente, confusa, sem saber o que dizer. Engoli em seco e me despedi.
-O que é, moço?
-A senhora não se lembra de mim, fessora?
Olhei para ele, dei tratos à bola. Reconstitui num momento meus longos anos de sacerdócio, digo de magistério. Tudo escuro.
-Não me lembro não, moço. Você me conhece? De onde? Foi meu aluno? Como se chama?
Para tantas perguntas, uma resposta lacônica:
-Eu sou “Nóis mudemo” fessora, lembra?
Comecei a tremer.
-Lúcio – Lúcio Rodrigues Barbosa.
- 0 que aconteceu?
Aquela revelação me virou pelo avesso. Foi demais para mim. Descontrolada, comecei a soluçar convulsivamente. Como eu podia ter sido tão burra e má? E abracei o rapaz, o que restava do rapaz que me olhava atarantado.
O ônibus buzinou com insistência.
- O rapaz afastou-me se si suavemente.
- Chora não, fessora! A senhora num tem curpa.
Como eu não tenho culpa? Deus do céu!
Entrei no ônibus apinhado. Cem olhos eram cem flechas vingadoras apontadas para mim. O ônibus partiu. Pensei na minha sala de aula. Eu era uma assassina a caminho da guilhotina.
E os lúcios da vida, os milhares de lúcios da periferia e do interior, barrados nas salas de aula:
“Não é assim que se diz, menino!” Como se o professor quisesse dizer: “Você está errado! Os seus pais estão errados! Seus irmãos e amigos e vizinhos estão errados! A certa sou eu! Imite-me! Copie-me! Fale como eu! Você não seja você! Renegue suas raízes! Diminua-se ! Desfigure-se! Fique no seu lugar! Seja uma sombra!”
E siga desarmado para o matadouro da vida.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Anexo X em anexo
a. O contrato está anexo.
b. A fotografia está anexa.
c. Os contratos estão anexos.
d. As fotografias estão anexas.
"Em anexo" é uma expressão bastante utilizada e funciona como uma locução adverbial de modo, portanto, invariável:
a. O contrato segue em anexo.
b. A fotografia segue em anexo.
c. Os contratos seguem em anexo.
d. As fotografias seguem em anexo.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Dicas para uma boa redação
Dicas
para uma boa redação
Tipologia Textual
Tipo de texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua função caracterizadora. Numa abordagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou sentimentos. Não há relação de anterioridade e posterioridade.
Narração
Modalidade textual em que se conta um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há uma relação de anterioridade e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. Estamos cercados de narrações desde as que nos contam histórias infantis, como Chapeuzinho Vermelho ou a Bela Adormecida, até as picantes piadas do cotidiano.
Dissertação
Estilo de texto com posicionamentos pessoais e exposição de idéias. Tem por base a argumentação, apresentada de forma lógica e coerente a fim de defender um ponto de vista.
* Estrutura básica:
1. apresentação da idéia principal;
2. argumentos;
3. conclusão.
Utiliza verbos na 1ª e 3ª pessoas do presente do indicativo. É a modalidade mais exigida nos concursos em geral, por promover uma espécie de “raio-X” do candidato no que toca às suas opiniões. Nesse sentido, exige dos candidatos mais cuidado em relação às colocações, pois também revela um pouco do seu temperamento, numa espécie de psicotécnico. Tipologia Argumentativa.
Exposição
Apresenta informações sobre assuntos, expõe idéias, explica, avalia, reflete.
* Estrutura básica:
1. idéia principal;
2. desenvolvimento;
3. conclusão.
Faz uso de linguagem clara, objetiva e impessoal. A maioria dos verbos está no presente do indicativo.
Injunção
Diálogo
Materializa o intercâmbio entre personagens. Pode conter marcas da linguagem oral, como pausas e retomadas.
Preste atenção:
Em lingüística, tipos textuais refere-se à estrutura composicional dos textos. Hoje, admite-se cinto tipos textuais, a saber: narração, argumentação, exposição, descrição e injunção.
A narração está presente quando o texto fornece informações sobre o tempo e espaço do fato narrado. Além disso, é comum aparecerem nomes de personagens e um "clímax" em determinado momento. Há, portanto, o desenvolvimento da história, um momento de tensão, e a volta à estabilidade. Um exemplo clássico de narrativa são os contos de fada.
A argumentação está presente quando um determinado ponto de vista é defendido em um texto. São os chamados textos dissertativos.
A exposição, como o próprio nome indica, ocorre em textos que se limitam a apresentar uma determinada situação.
Nos textos descritivos existe a riqueza de detalhes e a constante presença de adjetivos. A descrição é muito recorrente em diversos gêneros textuais.
Os textos injuntivos, por sua vez, são aqueles que indicam procedimentos a serem realizados. Nesses textos, as frases, geralmente, são no modo imperativo. Bons exemplos desse tipo de texto são as receitas e os manuais de instrução.
É muito importante não confundir tipo textual com gênero textual. Os tipos, como foi dito, aparecem em número limitado. Já os gêneros textuais são praticamente infinitos, visto que são textos orais e escritos produzidos por falantes de uma língua em um determinado momento histórico. O gêneros textuais, portanto, são diretamente ligados às práticas sociais. Alguns exemplos de gêneros textuais são carta, bilhete, aula, conferência, e-mail, artigos, entrevistas, discurso etc.
Assim, um tipo textual pode aparecer em qualquer gênero textual,da mesma forma que um único gênero pode conter mais de um tipo textual. Uma carta, por exemplo, pode ter passagens narrativas, descritivas, injuntivas e assim por diante.
- Verifique o conteúdo da caixa.
- Após conectar o cabo de instalação,
ligue a impressora.
- Carregue papel branco comum.
- Pressione o botão ligar.
- Abra a porta dos cartuchos e verifique
se o carro de impressão está no centro.
- Remova as fitas adesivas dos cartuchos.
- Segure os cartuchos com o logotipo para
cima.
- Insira-os nos slots, certificando-se de
empurrá-los até ouvir um “clic”.
- feche a porta dos cartuchos de
impressão.
- Aguarde alguns instantes até que a
página de alinhamento seja impressa.
- Coloque-a voltada para baixo no vidro
da impressora e feche a tampa.
- Pressione o botão “digitalizar”.
- Aguarde até que a luz verde pare de
piscar. A impressora está pronta para o uso!
domingo, 31 de março de 2013
Gramática da Língua Portuguesa
Receba em anexo, no seu e-mail, um excelente material que muito contribui para os estudos de alunos em nível fundamental, médio ou superior. São 152 páginas com explicações e exercícios sobre: textos, dicas para uma boa redação, comunicação, funções da linguagem, variação linguística, pontuação, crase, concordância nominal e verbal, coesão e coerência e muito mais.
Mande seu e-mail e lhe enviaremos uma cópia inteiramente grátis.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
A assistente administrativa X O assistente administrativo
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Crônica Melogramática
terça-feira, 17 de julho de 2012
O assassino era o escriba
Logo após as provas de junho eu ouvi, pelos corredores, alguns alunos reclamarem que não suportavam a língua portuguesa. Lembrei-me, então, de um texto de Paulo Leminski que retrata bem o "amor" de alguns alunos em relação aos professores desta disciplina.
Boa leitura.
O assassino era o escriba
Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,
regular como um paradigma da primeira conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Meu óculos ou meus óculos?
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Bacharela e Mestra
A língua é um instrumento vivo, dinâmico. Vamos aguardar a resposta dos principais interessados: os usuários da língua portuguesa.
Ah... quer saber? Eu e o Brasil temos coisas mais importantes para resolver.
Grande abraço!
domingo, 14 de agosto de 2011
Em rigor ou a rigor?
sábado, 26 de fevereiro de 2011
maiores informações X mais informações
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Qual o masculino de primeira-dama?
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Vícios de Linguagem
Lembrando o professor Ronaldo Caldeira Xavier, ele escreveu que devemos entender por vício de linguagem qualquer transgressão à norma linguística. Os vícios de linguagem podem ocorrer no âmbito fonológico, morfológico ou sintático e, pela frequência da repetição entre os menos letrados, vêm a tornar-se hábitos inveterados. Hoje, é bem visível, que os vícios de linguagem estão arraigados mesmos entre aqueles que possuem bom nível de escolaridade e entre profissionais e estudantes de todas as áreas. A sequência abaixo mostra os principais vícios.
1) PLEONASMO VICIOSO
*Subir para cima
*Descer para baixo
*Sair para fora
2) AMBIGUIDADE/ANFIBOLOGIA
Ocorre pela falta de clareza, o que acarreta duplo sentido:
* Maria e Carlos foram à festa e levaram sua irmã.
* Estive em São Paulo logo que me casei duas vezes.
* Vi o sol surgir da janela do meu quarto no horizonte.
3) CACOFONIA/CACÓFATO
É a união de duas ou mais palavras que resulta em efeito sonoro desagradável.
*A irmã de Jane não era como ela.
*Paguei dez reais por cada CD.
*Mande-me já o relatório.
*A boca dela abriu-se num grito.
*Fui paraninfo dela na formatura.
4) BARBARISMO
É a pronuncia/grafia incorretas de uma palavra ou expressão.
*Cidadões, em vez de cidadãos.
*Húmido, em vez de úmido.
*Casa germinada, em vez de casa geminada.
*Rúbrica, em vez de rubrica.
*Embigo, em vez de umbigo.
*Estrupo, em vez de estupro.
5) ESTRANGEIRISMO
É o uso de uma palavra ou expressão estrangeira empregada no lugar de um termo correspondente na língua portuguesa.
*Chame meu chofer, por favor.
*Aqui está nosso menu, senhor.
*Quero meu drink sem gelo.
*É o melhor cowboy da fazenda.
*O show foi maravilhoso.
6) ARCAÍSMO
É o emprego de palavra ou expressão fora de uso.
*Vosmecê, em lugar de você.
*Ceroula, em lugar de cueca.
*Magote, em lugar de muitos, vários.
*Bigu, em lugar de carona.
7) COLISÃO
É o efeito sonoro desagradável, criado pela repetição de fonemas consonantais idênticos.
*O Papa Paulo VI pediu pela paz.
*Vovô Ivo comeu as uvas da vovó.
*O contratado assinou o contrato contrariado
8) ECO
É o efeito sonoro provocado pela sequência de palavras com a mesma terminação.
*Seu falar e seu andar me fazia sonhar.
*Houve tensão e aflição durante a recepção.
9) HIATO
É o efeito sonoro provocado pelo emprego de uma sequência de vogais.
· A plateia homenageia com faixas cheias de palavras feias.
10) PRECIOSISMO/REBUSCAMENTO
É o uso da linguagem artificial e muitas vezes vazia de ideias.
“Seu gesto altruísta e empreendedor ensombrece a existência dos demais mortais, que o têm como a figura máxima de nossa empresa, baluarte de nossas vitórias.”
11) NEOLOGISMO
É a criação de novas palavras ou expressões.
* Quando cheguei na cidade me senti todo agringalhado.
* Ninguém toca na minha bike. Ela é imexível.
12) SOLECISMO
Consiste em erro de sintaxe, seja de concordância, de regência ou de colocação.
* Vende-se casas. ( Vendem-se )
* Eu trouxe o livro, mas deixei ele no escritório. ( o deixei )
* Me traga um café. ( Traga-me )