domingo, 13 de dezembro de 2015

Jaboatonense ou Jaboatanense?

Esta semana fui questionado duas vezes sobre o gentílico de Jaboatão dos Guararapes. Os gentílicos ou adjetivos pátrios são uma classe de palavras que designam uma pessoa de acordo com o local onde nasceu ou em que reside. Desde os meus tempos de menino aprendi que quem nasce em Jaboatão é jaboatonense. Acontece que de uns dias para cá algumas informações trazem o termo grafado como jaboatanense. E agora? Como resolver este impasse?

Vasculhando pela internet, encontrei uma matéria de James Davidson, que em seu blog jaboataodosguararapes.blogspot.com, em postagem de maio de 2009, também faz referência a este tema.

No quarto verso da segunda estrofe do Hino de Jaboatão dos Guararapes, o autor, Benedito Cunha Melo, traz grafada a forma “jaboatonense”. Em visita à página na internet do Instituto Histórico de Jaboatão (IHJ), em dezembro de 2015, observei que o gentílico foi alterado para “jaboatanense”. Estranhei tal alteração.

Acessando o Jaboatão Notícias, página oficial da prefeitura, em 25/03/2011, observei a grafia da palavra jaboatanense. A mesma grafia também pude observar em 21/09/2011, quando o JC publicou matéria sobre o título de cidadão jaboatanense concedido a Paulo Freire.
O Diário Oficial de 26/07/2013 fala sobre o envolvimento da sociedade e de todos os educadores no Pacto pela Educação Jaboatonense.
O SINPROJA (Sindicato dos Professores de Jaboatão), em publicação do dia 19/03/2014, divulgou uma carta aberta à população jaboatonense.
A Câmara de Vereadores (www.camarajaboatao.pe.gov.br), em sua página oficial, acessado em maio de 2015, faz referências às “mães jaboatonenses” e “à sociedade jaboatonense”.

Comecei a pesquisar nomes de empresas e instituições e encontrei:
Churrascaria jaboatonense.
Ótica jaboatonense.
Clube Jaboatonense.
Mercadinho Jaboatonense.
Fundação Centro Jaboatonense de Educação, Ciência, tecnologia e Cultura.
Revista Perfil Jaboatonense.
Empresa Jaboatonense de Revenda LTDA.
União Jaboatonense dos Estudantes Secundaristas.
Associação Jaboatonense de Artesãos.
Associação Jaboatonense de Futebol de Salão.
Associação Jaboatonense de Artistas e Músicos.

Comparando este termo com outros gentílicos, observei que o município de Cubatão, em São Paulo, sofre do mesmo problema. Muitos grafam a forma “cubatonense”, mas outros preferem “cubatense”. Quem nasce em Fundão (ES) é fundoense, em São Simão (GO) é simonense, em Espigão d’Oeste (RO) é espigoense e em Tubarão (SC) é tubaronense. A Wikipedia, assim como a grande maioria das pessoas que entrevistei, também marca como gentílico o termo jaboatonense.


Assim, acredito que esta é uma discussão que não leva a nada. Não entendo a razão de polemizar o que a população já escolheu. É bom lembrar que os prefeitos passam; os professores, gramáticos e linguistas também passam. A história, a cultura, a língua e a cidade permanecem.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Digital?

                                                                      Digital?


Muitas palavras são tão naturais que não prestamos a devida atenção ao que escrevemos, falamos ou ouvimos. Elas saem ou entram no nosso “sistema” de forma tão automatizada que geralmente nem nos preocupamos em verificar sua classe gramatical, que função exerce sintaticamente, seu gênero e número ou mesmo se o sentido que conhecemos é o ideal para aquele contexto.
Lembro bem do dia em que prometi a mim mesmo que seria mais atencioso com a minha própria língua. Eu havia saído do consultório e estava em mãos com uma requisição para a realização de determinado procedimento médico. Olhei, li e simplesmente guardei  a requisição sem procurar saber o verdadeiro significado do que estava escrito.
No outro dia fui até a Central de Atendimento ao Cliente. Tirei minha senha, aguardei pacientemente chamarem meu número e finalmente me dirigi ao guichê. Uma linda moça me atendeu e após alguns minutos de pesquisa em uma pasta pediu para que eu aguardasse mais alguns instantes, pois ela não estava conseguindo localizar tal procedimento médico. A atendente pegou a requisição e a levou até uma senhora que estava lá no fundo da sala, sentada atrás de um enorme birô com um monte de papelada em volta.
A senhora, que parecia ser a chefe do setor, fez sinal para que eu entrasse.  Pediu para que eu sentasse e atendi prontamente. Estava me sentido como um réu durante um julgamento. Ela contou-me que aquele procedimento não estava coberto pelo meu plano, uma vez que eu me encontrava ainda no período de carência. O médico prescreveu quatro sessões e eu teria que pagar cinquenta reais por cada uma.
Curioso, pedi a requisição e a li novamente. Perguntei se ela poderia me explicar tal procedimento, mas a mesma confessou que nos três anos que trabalha ali nunca havia se deparado com um deste e não tinha o conhecimento de como era realizado. Curiosa, ela passou a mão no telefone, digitou alguns números, falou com alguém e finalmente me pediu que a acompanhasse.
Entramos em uma sala onde havia um senhor alto, cabelos grisalhos, vestido de branco e parecendo tão importante quanto um deus. A senhora lhe entregou a requisição. Após ler o que ali estava escrito, observei um discretíssimo ar de riso no cantinho dos seus lábios. Ele olhou para a mulher, olhou para mim e pude então sentir um frio na espinha como se já soubesse que estava condenado.
Ele leu em voz alta o procedimento: DILATAÇÃO DIGITAL ANAL. Procurei, em instantes, mentalizar cada palavra e apelar para o que eu lembrava das aulas do meu professor de português. Neste momento parecia que eu o ouvia dizer: “procure degustar, saborear e digerir cada palavra que você fala, lê ou escreve”. E então comecei minha investigação.
Dilatação é um substantivo. Vem do verbo dilatar: alargar, aumentar de tamanho. Digital me parecia algo moderno, como um equipamento de última geração e que resolvesse tudo de forma rápida, eficiente e indolor. Bem, a última palavra dispensava maiores esclarecimentos. Minha maior surpresa foi descobrir, após explicação do médico, que “digital” não tinha o mesmo sentido que eu imaginava. A palavra vem de digitus, que em latim significa dedo. Por isso vivemos na era digital, onde tudo está ao alcance dos dedos.
Pronto. Tudo estava esclarecido e, ruborizado, peguei de volta minha requisição e saí de fininho daquela sala. Agora eu tinha que avaliar a possibilidade de pagar cinquenta reais para cada “dedada” que levaria do proctologista. Mas, isto é assunto para uma próxima crônica. Até lá!



Eronildo Ferreira

sábado, 9 de maio de 2015

HIPERONÍMIA E HIPONÍMIA

As palavras HIPERÔNIMAS, como indica o próprio prefixo, nos passam a ideia de um todo, sendo que delas se originam outras ramificações.
Observe que a palavra FRUTAS é genérica e dela podem fazer parte: uva, maçã, pera, banana, laranja, melão, mamão, melancia, goiaba etc.
Portanto, marcando o oposto do conceito de Hiperonímia, estas palavras, todas advindas de FRUTAS, que são partes de um todo, são classificadas como palavras HIPÔNIMAS.

Veículo é um hiperônimo. Quais os hipônimos para esta palavra?
Carro, caminhão, ônibus, trator, motocicleta etc.

Casa, apartamento, flat, quitinete, chácara, fazenda são hipônimos do hiperônimo Moradia.

PEIXE é o hiperônimo de sardinha, tambaqui, dourado, tilápia, corvina, cioba, castanha.
ANIMAL é o hiperônimo de cão, gato, elefante, leão, cavalo, girafa, onça.

Você sabe quais são os hipônimos da palavra LOGRADOURO?
Rua, avenida, estrada, travessa, alameda, ladeira, largo, rodovia, morro, praça etc.

Camisa, calça, blusa, cinto, meias, cueca, casaco são hipônimos do hiperônimo VESTUÁRIO.



segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Descriminar X Discriminar

Descriminar é isentar de um crime. É o ato de inocentar, absolver.
Ex.: A juíza descriminou o homem acusado de roubo.
       Será discutida a descriminalização do aborto.

Discriminar é o mesmo que diferenciar, distinguir, separar, segregar. Pode ser ainda o ato de listar, especificar, descrever.
Ex.: Ele se sente discriminado por conta da sua situação financeira.
       Suas compras estão discriminadas no extrato do seu cartão.


quarta-feira, 11 de junho de 2014

ESTORNO ou EXTORNO

A forma correta de grafar este substantivo é estorno. O verbo estornar vem do latim stornare e significa restituir, devolver, corrigir. Portanto, estorno é a retificação de um erro cometido no lançamento de crédito ou débito.

Exemplo: Fiz um pagamento maior que o devido e o banco fez o estorno da diferença.

Atenção!

Pronuncia-se o substantivo com a letra O "fechada" -  /estôrno/.
O verbo é pronunciado com a letra O "aberta" - /estórno/.

Exemplos: O estorno foi realizado pelo cartão de crédito. ( ô )
                 Eu estorno seu dinheiro ainda hoje. ( ó )

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Absorver X absolver

Por serem bastante parecidas (parônimas), estas palavras causam dúvidas com certa frequência. Mas, não devemos confundi-las. O verbo absorver tem o sentido de esgotar, consumir, sorver, sugar, assimilar ou embeber-se de líquido. Já o verbo absolver é o mesmo que desculpar, perdoar, inocentar, livrar de culpa ou crime. Vejamos os exemplos:

a. Este tecido absorve a água com facilidade.
b. A prova de hoje vai absorver todas as minhas energias.
c. O aluno deve procurar absorver todo o conteúdo da disciplina.

d. O júri absolveu o réu da suspeita de falsificação.
e. Antes de morrer, o cavaleiro absolveu seu inimigo e descansou em paz.
f. O jogador decidiu absolver-se pelas faltas cometidas em campo.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Nóis mudemo

Esta semana, na Faculdade Metropolitana, estamos trabalhando com o tema "preconceito linguístico", após a leitura do livro do Marcos Bagno. Como material complementar, segue um texto do escritor catarinense Fidêncio Bogo.

"Nóis Mudemo"  (Fidêncio Bogo)

O ônibus da Transbrasiliana deslizava manso pela Belém-Brasília rumo ao Porto Nacional. Era abril, mês das derradeiras chuvas. No céu, uma luazona enorme pra namorado nenhum botar defeito. Sob o luar generoso, o cerrado verdejante era um presépio, todo poesia e misticismo.
As aulas tinham começado numa segunda-feira. Escola de periferia, classes heterogêneas, retardatários. Entre eles, uma criança crescida, quase um rapaz.

- Por que você faltou esses dias todos?
- É que nóis mudemo onti, fessora. Nóis veio da fazenda.
Risadinhas da turma.
- Não se diz “nóis mudemo” menino! A gente deve dizer: nós mudamos, tá?
- Tá fessora!
No recreio as chacotas dos colegas: Oi, nóis mudemo! Até amanhã, nóis mudemo!
No dia seguinte, a mesma coisa: risadinhas, cochichos, gozações.
- Pai, não vô mais pra escola!
- Oxente! Módi quê?
Ouvida a história, o pai coçou a cabeça e disse:
- Meu fio, num deixa a escola por uma bobage dessa! Não liga pras gozação da mininada! Logo eles esquece.
Não esqueceram.
Na quarta-feira, dei pela falta do menino. Ele não apareceu no resto da semana, nem na segunda-feira seguinte. Aí me dei conta de que eu nem sabia o nome dele. Procurei no diário de classe e soube que se chamava Lúcio – Lúcio Rodrigues Barbosa. Achei o endereço. Longe, um dos últimos casebres do bairro. Fui lá, uma tarde. O rapaz tinha partido no dia anterior para casa de um tio, no sul do Pará.
-É, professora, meu fio não aguentou as gozações da mininada. Eu tentei fazê ele continuá, mas não teve jeito. Ele tava chateado demais. Bosta de vida! Eu devia di tê ficado na fazenda coa famia. Na cidade nóis não tem veis. Nóis fala tudo errado.
Inexperiente, confusa, sem saber o que dizer. Engoli em seco e me despedi.
O episódio ocorrera há dezessete anos e tinha caído em total esquecimento, ao menos de minha parte. Uma tarde, um povoado à beira da Belém-Brasília, eu ia pegar o ônibus, quando alguém me chamou. Olhei e vi, acenando para mim, um rapaz pobremente vestido, magro, com aparência doentia.
-O que é, moço?
-A senhora não se lembra de mim, fessora?
Olhei para ele, dei tratos à bola. Reconstitui num momento meus longos anos de sacerdócio, digo de magistério. Tudo escuro.
-Não me lembro não, moço. Você me conhece? De onde? Foi meu aluno? Como se chama?
Para tantas perguntas, uma resposta lacônica:
-Eu sou “Nóis mudemo” fessora, lembra?
Comecei a tremer.

-Sim, moço. Agora lembro. Como era mesmo o seu nome?
-Lúcio – Lúcio Rodrigues Barbosa.
- 0 que aconteceu?
-Ah! Fessora! É mais fácil dizê o que não aconteceu. Comi o pão que o diabo amassô. E êta diabo bom de padaria! Fui garimpeiro, fui boia-fria, um “gato” me arrecadou e levou num caminhão pruma fazenda no meio da mata. Lá trabaiei como escravo, passei fome, fui baleado quando consegui fugi. Peguei tudo quando é doença. Até na cadeia já fui pará. Nóis ignorante as veis fais coisa sem querê fazê. A escola fais uma farta danada. Eu não devia de tê saído daquele jeito, fessora, mais não aguentei as gozação da turma. Eu vi logo que nunca ia consegui falá direito. Ainda hoje num sei.
-Meu Deus!
Aquela revelação me virou pelo avesso. Foi demais para mim. Descontrolada, comecei a soluçar convulsivamente. Como eu podia ter sido tão burra e má? E abracei o rapaz, o que restava do rapaz que me olhava atarantado.
O ônibus buzinou com insistência.
- O rapaz afastou-me se si suavemente.
- Chora não, fessora! A senhora num tem curpa.
Como eu não tenho culpa? Deus do céu!
Entrei no ônibus apinhado. Cem olhos eram cem flechas vingadoras apontadas para mim. O ônibus partiu. Pensei na minha sala de aula. Eu era uma assassina a caminho da guilhotina.

Hoje tenho raiva da gramática. Eu mudo, tu mudas, ele muda, nós mudamos... Super usada, mal usada, abusada, ela é uma guilhotina dentro da escola. A gramática faz gato e sapato da língua materna, a língua que a criança aprendeu com seus pais e irmãos e colegas – e se torna o terror dos alunos. Em vez de estimular e fazer crescer, comunicando, ela reprime e oprime, cobrando centenas de regrinhas estúpidas para aquela idade.
E os lúcios da vida, os milhares de lúcios da periferia e do interior, barrados nas salas de aula:
“Não é assim que se diz, menino!” Como se o professor quisesse dizer: “Você está errado! Os seus pais estão errados! Seus irmãos e amigos e vizinhos estão errados! A certa sou eu! Imite-me! Copie-me! Fale como eu! Você não seja você! Renegue suas raízes! Diminua-se ! Desfigure-se! Fique no seu lugar! Seja uma sombra!”
E siga desarmado para o matadouro da vida.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Anexo X em anexo

Lembre-se de que "anexo" indica ligação, junção. É um adjetivo e deve concordar com o substantivo correspondente. Portanto, sofre flexão de gênero e número:

a. O contrato está anexo.
b. A fotografia está anexa.
c. Os contratos estão anexos.
d. As fotografias estão anexas.

"Em anexo" é uma expressão bastante utilizada e funciona como uma locução adverbial de modo, portanto,  invariável:

a. O contrato segue em anexo.
b. A fotografia segue em anexo.
c. Os contratos seguem em anexo.
d. As fotografias seguem em anexo.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Dicas para uma boa redação

Dicas para uma boa redação

 

 

Não pense que fazer uma redação requer apenas inspiração. Ela é só dez por cento deste trabalho. Na verdade, os outros noventa por cento vêm da transpiração mesmo. Um bom tema ajuda bastante na hora de redigir, mas só escrever, sem colocar em prática as normas da língua, é fazer o serviço pela metade. Portanto, é na redação, que o aluno/candidato exibe seus conhecimentos, mostrando de fato um pouco de si mesmo. Acha tudo isso muito difícil? Então pegue caneta e papel e inicie já. Comece por um rascunho, depois corrija os erros e defeitos do seu texto, quantas vezes forem necessárias, até perceber que ele não precisa mais de correções.
Lembre-se: sem praticar não há como fazer uma boa redação!
Aqui seguem algumas dicas que vão ajudar na hora de redigir:

1. Ortografia: procure escrever as palavras de forma correta. Se tiver dificuldades, consulte um dicionário. Ele é sempre um ótimo amigo nessas horas.

2. Caligrafia: se o texto tiver que ser manuscrito, tenha o máximo de cuidado.
Procure escrever de forma legível, evitando rabiscos ou letras de forma.

3. Correção: evidentemente que numa redação você deve obedecer às regras da língua, primando sempre pelo uso da norma culta. Na dúvida, é muito bom ter uma gramática por perto.

4. Clareza: no texto, as palavras devem estar bem colocadas, para que as ideias sejam bem compreendidas, facilitando assim a leitura.

5. Concisão: ser conciso significa ir direto ao assunto. Não dá para ficar "enrolando" o texto com palavras bonitas ou difíceis. Com poucas palavras é possível explicar muita coisa, sem ter o perigo de se perder no seu próprio labirinto vocabular. Usar palavras desnecessárias é ser prolixo, e prolixidade deve ser evitada em uma redação.


6. Elegância: é, em última análise, o resultado final obtido quando se observam as qualidades e se evitam os defeitos. Lembre-se que a estética faz parte de uma boa redação. Nada de folha amassada, rasurada, desenhos ou enfeites. Muita atenção às margens da página e à quantidade de linhas ( em média 25 a 30 ). Também se deve observar a divisão paragrafal ( pelo menos 3 ).

7. Ambiguidade: evite ser ambíguo. Este vício ocorre quando uma palavra ou frase pode ter mais de um sentido. Pontue corretamente, escolha palavras adequadas e evite as más colocações. ( A não ser que em um anúncio publicitário, por exemplo, a ambiguidade seja proposital. )

8. Obscuridade: é a falta de clareza. Ocorre geralmente nos trechos longos, com expressões truncadas, falhas na pontuação ou o abuso de linguagem rebuscada. A repetição de termos ou ideias já escritas anteriormente ( pleonasmo ) deve ser evitada. Atente também à repetição de sons semelhantes (eco) e ao som desagradável de algumas combinações de palavras (cacofonia). 

9. Coesão e coerência: As palavras, frases e parágrafos devem estar ligados adequadamente, devendo haver sempre uma lógica entre os termos conectados.

10. Citações:  Se for citar frases ou expressões de outras pessoas, cuide para que elas sempre venham entre aspas. E claro, é  bom informar a fonte/origem.













Tipologia Textual

                                     T i p o l o g i a          t e x t u a l


Descrição

Tipo de texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua função caracterizadora. Numa abordagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou sentimentos. Não há relação de anterioridade e posterioridade.

Narração

Modalidade textual em que se conta um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há uma relação de anterioridade e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. Estamos cercados de narrações desde as que nos contam histórias infantis, como Chapeuzinho Vermelho ou a Bela Adormecida, até as picantes piadas do cotidiano.

Dissertação

Estilo de texto com posicionamentos pessoais e exposição de idéias. Tem por base a argumentação, apresentada de forma lógica e coerente a fim de defender um ponto de vista.

* Estrutura básica:

1. apresentação da idéia principal;
2. argumentos;
3. conclusão.

Utiliza verbos na 1ª e 3ª pessoas do presente do indicativo. É a modalidade mais exigida nos concursos em geral, por promover uma espécie de “raio-X” do candidato no que toca às suas opiniões. Nesse sentido, exige dos candidatos mais cuidado em relação às colocações, pois também revela um pouco do seu temperamento, numa espécie de psicotécnico. Tipologia Argumentativa.

Exposição

Apresenta informações sobre assuntos, expõe idéias, explica, avalia, reflete.

* Estrutura básica:

1. idéia principal;
2. desenvolvimento;
3. conclusão.

Faz uso de linguagem clara, objetiva e impessoal. A maioria dos verbos está no presente do indicativo.


Injunção

Indica como realizar uma ação; aconselha. É também utilizado para predizer acontecimentos e comportamentos. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os verbos são, na sua maioria, empregados no modo imperativo. Há também o uso do futuro do presente.

Diálogo

Materializa o intercâmbio entre personagens. Pode conter marcas da linguagem oral, como pausas e retomadas.

Preste atenção:
Em lingüística, tipos textuais refere-se à estrutura composicional dos textos. Hoje, admite-se cinto tipos textuais, a saber: narração, argumentação, exposição, descrição e injunção.

A narração está presente quando o texto fornece informações sobre o tempo e espaço do fato narrado. Além disso, é comum aparecerem nomes de personagens e um "clímax" em determinado momento. Há, portanto, o desenvolvimento da história, um momento de tensão, e a volta à estabilidade. Um exemplo clássico de narrativa são os contos de fada.

A argumentação está presente quando um determinado ponto de vista é defendido em um texto. São os chamados textos dissertativos.

A exposição, como o próprio nome indica, ocorre em textos que se limitam a apresentar uma determinada situação.

Nos textos descritivos existe a riqueza de detalhes e a constante presença de adjetivos. A descrição é muito recorrente em diversos gêneros textuais.

Os textos injuntivos, por sua vez, são aqueles que indicam procedimentos a serem realizados. Nesses textos, as frases, geralmente, são no modo imperativo. Bons exemplos desse tipo de texto são as receitas e os manuais de instrução.

É muito importante não confundir tipo textual com gênero textual. Os tipos, como foi dito, aparecem em número limitado. Já os gêneros textuais são praticamente infinitos, visto que são textos orais e escritos produzidos por falantes de uma língua em um determinado momento histórico. O gêneros textuais, portanto, são diretamente ligados às práticas sociais. Alguns exemplos de gêneros textuais são carta, bilhete, aula, conferência, e-mail, artigos, entrevistas, discurso etc.

Assim, um tipo textual pode aparecer em qualquer gênero textual,da mesma forma que um único gênero pode conter mais de um tipo textual. Uma carta, por exemplo, pode ter passagens narrativas, descritivas, injuntivas e assim por diante.



                                          EXEMPLO DE  TEXTO DESCRITIVO
                                                    



    “Ali naquela casa de muitas janelas e bandeiras coloridas vivia Rosalina. Casa de gente de casta, segundo eles antigamente. Ainda conserva a imponência e o
porte senhorial, o ar solarengo que o tempo de todo não comeu. As cores das janelas e da porta estão lavadas de velhas, o reboco caído em alguns trechos como grandes placas de ferida, mostra mesmo as pedras e os tijolos e as taipas de sua carne e ossos, feitos para durar toda a vida; vidros quebrados nas vidraças, resultado do ataque da meninada nos dias de reinação, quando vinham provocar Rosalina ( não de propósito e ruindade, mas sem-que-fazer de menino ), escondida detrás das cortinas e reposteiros; nos peitoris das sacadas de ferro rendilhado, formando flores estilizadas, setas, volutas, esses e gregas, faltam muitas das pinhas de cristal facetado cor-de-vinho que arrematavam nas cantoneiras a leveza daqueles balcões.”

( DOURADO, Autran. Ópera dos mortos. Rio de janeiro: Civilização Brasileira, 1975, p. 1-2. ) 






                                        EXEMPLO DE  TEXTO NARRATIVO



    O casal chegou à cidade tarde da noite. Estavam cansados da viagem; ela, grávida, não se sentia bem. Foram procurar um lugar onde  passar a noite. Hotel, hospedaria, qualquer coisa serviria, desde que não fosse muito caro.
    Não seria muito fácil, como eles logo descobriram. No primeiro hotel, o gerente, homem de maus modos, foi logo dizendo que não havia lugar. No segundo, o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. O homem disse que não tinha; na pressa da viagem esquecera os documentos.
    O viajante tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante . no terceiro hotel  também não havia vagas. No quarto – que era mais uma modesta hospedaria – havia, mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado. No hotel seguinte também não havia vaga , e o gerente, metido a engraçado, disse para hospedarem-se ali perto numa manjedoura, pois, apesar de não ser confortável, não pagariam diária. Para surpresa do gerente, o viajante achou a idéia boa e até agradeceu.
    Não demorou muito,  apareceram os três reis magos, perguntando sobre um casal de forasteiros. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré.

( SCLIAR,  Moacyr. A massagista japonesa. Porto Alegre: L&PM, 1984, p. 49-50 )



                                     EXEMPLO DE  TEXTO DISSERTATIVO


                            Conhecimento científico e tecnologia


    Em sentido amplo, conhecimento é o atributo que tem o homem de reagir frente ao que o cerca. Dessa forma, podemos distinguir três tipos de conhecimento: o empírico, o científico e o filosófico.
    Com relação ao primeiro, constatamos que, através dele, se apreende a aparência das coisas.Assim, observamos que o conhecimento empírico está situado na esfera do particular.
    Quanto ao conhecimento filosófico, percebemos que o mesmo vai buscar a essência do ser, já que o cientista, permanecendo na faixa di físico, não consegue atingi-la.
    Em se tratando, porém, do conhecimento científico, observamos que o mesmo é orientado, sistemático e formal. A pesquisa científica exige método e ordenação. Conhecer alguma coisa é analisá-la profundamente, obedecendo a uma série de etapas e fatores. Essa persistência na busca é que vai permitir ao espírito científico equacionar os problemas.
    Ciência e tecnologia precisam caminhar juntas, pois são dois seres que se completam, formando um todo homogêneo que, em última análise, deveria visar ao progresso do homem e ao bem comum.
    Assim, concluímos que, se o conhecimento empírico é insuficiente para chegarmos aos universais, o conhecimento científico, embora suporte da tecnologia, apresenta as suas limitações. E, para se autojustificar, necessita do amparo de um conhecimento mais alto: o filosófico.





                                       EXEMPLO DE TEXTO INJUNTIVO


                          Instalando os cartuchos HP na impressora.


  1. Verifique o conteúdo da caixa.
  2. Após conectar o cabo de instalação, ligue a impressora.
  3. Carregue papel branco comum.
  4. Pressione o botão ligar.
  5. Abra a porta dos cartuchos e verifique se o carro de impressão está no centro.
  6. Remova as fitas adesivas dos cartuchos.
  7. Segure os cartuchos com o logotipo para cima.
  8. Insira-os nos slots, certificando-se de empurrá-los até ouvir um “clic”.
  9. feche a porta dos cartuchos de impressão.
  10. Aguarde alguns instantes até que a página de alinhamento seja impressa.
  11. Coloque-a voltada para baixo no vidro da impressora e feche a tampa.
  12. Pressione o botão “digitalizar”.
  13. Aguarde até que a luz verde pare de piscar. A impressora está pronta para o uso!

domingo, 31 de março de 2013

Gramática da Língua Portuguesa

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domingo, 24 de fevereiro de 2013

A assistente administrativa X O assistente administrativo

Recebi esta semana um e-mail de um aluno do curso de direito contando que sua chefe sempre escreve "a assistente administrativo" e nunca "a assistente administrativa". Ele pergunta se esta  frase está correta. Vamos recordar que administrativo(a) é um adjetivo e deve concordar com o substantivo que o precede. Portanto, o correto é utilizar "a assistente administrativa" ou "o assistente administrativo", dependendo do gênero do substantivo. Da mesma forma: o gerente administrativo ou a gerente administrativa, o auxiliar administrativo ou a auxiliar administrativa.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Crônica Melogramática





Maria tinha sempre um discurso direto bem afinado. Dia desses, ao vê-la entrar na repartição com um objeto indireto nas mãos, comecei a fazer uma análise sintática da sua vida. Ela era falastrona, muito eloquente, mas ultimamente tinha se tornado um tanto pleonástica.

Andava com um sujeito ora oculto, ora inexistente e não havia mais predicados favoráveis ao seu respeito.  Ontem mesmo chegou atrasada e, questionada pelo chefe, limitou-se a desferir seus ditongos crescentes e decrescentes, criando um enorme hiato entre os dois.

Suspensa, presenciou uma elipse salarial. Lançava mão de eufemismos para se referir ao seu superior, mas sua permanência na empresa era uma verdadeira metáfora. Agora, o discurso indireto a acompanhava. Interjeições severas eram lançadas a quase todo mundo, junto com as suas partículas expletivas e pronomes demonstrativos de que algo não andava bem.

Seus dias eram uma enxurrada de adjetivos incomuns e já era vista na companhia de alguns substantivos impróprios. Levava uma vida de sentido figurado e já nem dava bolas à norma culta. Sua concordância andava brigando com a regência e estava cada vez mais íntima da gíria. Insatisfeita com  seu  trabalho, até tentou fazer um bico com  a  locução verbal, mas logo desistiu.
Foi quando descobri que sua grande paixão, lembrado apenas como  um grande “trema de amor”, desapareceu, inutilizado pelo tempo.

Hoje, um velho hífen, de cara nova, tenta se aproximar. Infelizmente ela percebe  que a hifenização está se tornando uma infernização. Tenta se matar, mas acaba descobrindo que sua vida está cheia de prefixos e sufixos leais e fraternos que não a abandona e que a incentiva a escrever um artigo definido para um grande jornal, onde acaba fazendo sucesso como escritora.

A vida é assim: uma verdadeira aula de gramática. Às vezes super, hiper, mega; outras vezes cheia de supressões, vírgulas, aposto e vocativos. E ainda temos que aprender a conviver com a comparação, apelando sempre  por  uma  boa  oração. Difícil?  Sim! Desistir de aprender? Nunca!
Pois a certeza que temos da vida, ou melhor, da frase, seja ela curta ou longa, com ou sem interrogações, é que um dia acaba como num ponto final. 




Eronildo Ferreira

terça-feira, 17 de julho de 2012

O assassino era o escriba


Logo após as provas de junho eu ouvi, pelos corredores, alguns alunos reclamarem que não suportavam a língua portuguesa. Lembrei-me, então, de um texto de Paulo Leminski que retrata bem o "amor" de alguns alunos em relação aos professores desta disciplina.
Boa leitura.

O assassino era o escriba


Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,
regular como um paradigma da primeira conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Meu óculos ou meus óculos?

Óculos é um substantivo masculino sempre usado no plural.

Portanto, nada de dizer ou escrever: "meu óculos está sujo".

E sim: "meus óculos estão sujos".

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Bacharela e Mestra

Agora é lei. Neste mês de maio a Presidenta Dilma assinou a lei que obriga as Instituições de Ensino Superior do país a emitir diplomas com alteração no gênero: bacharel ou bacharela e mestre ou mestra. As mulheres que possuem diplomas impressos como bacharel ou mestre podem requerer um outro com a nova mudança de gênero. O que isto traz de importante para o cenário educativo? Absolutamente nada. Talvez seja mais uma forma de mostrar o poder que a mulher tem no Brasil de hoje. Mas, será que poder e conhecimento passam pelo crivo de simples vogais ao final de uma titulação? E aquelas que possuem diplomas anteriores à lei, devem sentir-se diminuídas? E se de repente os homens saem às ruas exigindo em seus diplomas os títulos de "dentisto" ou "jornalisto"? O que será do nosso idioma?
A língua é um instrumento vivo, dinâmico. Vamos aguardar a resposta dos principais interessados: os usuários da língua portuguesa.
Ah... quer saber? Eu e o Brasil temos coisas mais importantes para resolver.

Grande abraço!

domingo, 14 de agosto de 2011

Em rigor ou a rigor?

A locução "em rigor" pode ser entendida ou substituída pelo advérbio "rigorosamente", precedendo explicações ou exposição de ideias precisas.

Exemplos:
Em rigor, deveríamos dizer que ninguém comete erro em língua.
Em rigor, o vegetariano é aquele que se alimenta apenas de vegetais.

Também pode dar ideia de inflexibilidade, dureza, rigidez.

Exemplo: "Serra vê pouco efeito em rigor fiscal do governo Dilma". (Estadão)

A expressão "a rigor" não deve ser usada como sinônimo de "em rigor". Ela é usada, sobretudo, quando se refere a vestimenta, significando "de acordo com o que exige a ocasião".
Então, se vamos vestidos "a rigor" a um determinado evento, significa que estamos trajados com roupas adequadas para a ocasião, como um baile à fantasia, formatura, casamento etc.

Exemplo: Os noivos devem vestir-se a rigor na cerimônia de casamento.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

maiores informações X mais informações

"Acesse o site para obter maiores informações".
"Ligue e receba maiores informações".

Você já leu ou ouviu algo parecido? Acha que as frases estão corretas?

Bem, quantos centímetros uma informação deve ter para ser maior que outra?

As frases ficam bem melhor assim:

"Acesse o site para obter mais informações".
"Ligue e receba mais informações".

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Qual o masculino de primeira-dama?

Agora que temos uma presidente em nosso país, recebo vários e-mails pedindo esclarecimentos sobre as seguintes dúvidas:

1. Devemos falar "a presidente" ou "a presidenta"?

As duas formas estão corretas, porém, hoje é mais usada a forma "a presidente".


2. Se a nossa presidente Dilma fosse casada, como deveríamos nos referir ao seu esposo?

Pasmem! Ouvi de uma jornalista, durante o programa da Ana Maria Braga, que "a nossa presidenta não tem um primeiro-damo". O masculino de primeira-dama é "primeiro-cavalheiro".

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vícios de Linguagem


Lembrando o professor Ronaldo Caldeira Xavier, ele escreveu que devemos entender por vício de linguagem qualquer transgressão à norma linguística. Os vícios de linguagem podem ocorrer no âmbito fonológico, morfológico ou sintático e, pela frequência da repetição entre os menos letrados, vêm a tornar-se hábitos inveterados. Hoje, é bem visível, que os vícios de linguagem estão arraigados mesmos entre aqueles que possuem bom nível de escolaridade e entre profissionais e estudantes de todas as áreas. A sequência abaixo mostra os principais vícios.

1) PLEONASMO VICIOSO

*Entrar para dentro

*Subir para cima

*Descer para baixo

*Sair para fora

2) AMBIGUIDADE/ANFIBOLOGIA

Ocorre pela falta de clareza, o que acarreta duplo sentido:

* Maria e Carlos foram à festa e levaram sua irmã.

* Estive em São Paulo logo que me casei duas vezes.

* Vi o sol surgir da janela do meu quarto no horizonte.

3) CACOFONIA/CACÓFATO

É a união de duas ou mais palavras que resulta em efeito sonoro desagradável.

*A irmã de Jane não era como ela.

*Paguei dez reais por cada CD.

*Mande-me já o relatório.

*A boca dela abriu-se num grito.

*Fui paraninfo dela na formatura.

4) BARBARISMO

É a pronuncia/grafia incorretas de uma palavra ou expressão.

*Cidadões, em vez de cidadãos.

*Húmido, em vez de úmido.

*Casa germinada, em vez de casa geminada.

*Rúbrica, em vez de rubrica.

*Embigo, em vez de umbigo.

*Estrupo, em vez de estupro.

5) ESTRANGEIRISMO

É o uso de uma palavra ou expressão estrangeira empregada no lugar de um termo correspondente na língua portuguesa.

*Chame meu chofer, por favor.

*Aqui está nosso menu, senhor.

*Quero meu drink sem gelo.

*É o melhor cowboy da fazenda.

*O show foi maravilhoso.

6) ARCAÍSMO

É o emprego de palavra ou expressão fora de uso.

*Vosmecê, em lugar de você.

*Ceroula, em lugar de cueca.

*Magote, em lugar de muitos, vários.

*Bigu, em lugar de carona.

7) COLISÃO

É o efeito sonoro desagradável, criado pela repetição de fonemas consonantais idênticos.

*O Papa Paulo VI pediu pela paz.

*Vovô Ivo comeu as uvas da vovó.

*O contratado assinou o contrato contrariado

8) ECO

É o efeito sonoro provocado pela sequência de palavras com a mesma terminação.

*Seu falar e seu andar me fazia sonhar.

*Houve tensão e aflição durante a recepção.

9) HIATO

É o efeito sonoro provocado pelo emprego de uma sequência de vogais.

· A plateia homenageia com faixas cheias de palavras feias.

10) PRECIOSISMO/REBUSCAMENTO

É o uso da linguagem artificial e muitas vezes vazia de ideias.

“Seu gesto altruísta e empreendedor ensombrece a existência dos demais mortais, que o têm como a figura máxima de nossa empresa, baluarte de nossas vitórias.”

11) NEOLOGISMO

É a criação de novas palavras ou expressões.

* Quando cheguei na cidade me senti todo agringalhado.

* Ninguém toca na minha bike. Ela é imexível.

12) SOLECISMO

Consiste em erro de sintaxe, seja de concordância, de regência ou de colocação.

* Vende-se casas. ( Vendem-se )

* Eu trouxe o livro, mas deixei ele no escritório. ( o deixei )

* Me traga um café. ( Traga-me )