segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vícios de Linguagem


Lembrando o professor Ronaldo Caldeira Xavier, ele escreveu que devemos entender por vício de linguagem qualquer transgressão à norma linguística. Os vícios de linguagem podem ocorrer no âmbito fonológico, morfológico ou sintático e, pela frequência da repetição entre os menos letrados, vêm a tornar-se hábitos inveterados. Hoje, é bem visível, que os vícios de linguagem estão arraigados mesmos entre aqueles que possuem bom nível de escolaridade e entre profissionais e estudantes de todas as áreas. A sequência abaixo mostra os principais vícios.

1) PLEONASMO VICIOSO

*Entrar para dentro

*Subir para cima

*Descer para baixo

*Sair para fora

2) AMBIGUIDADE/ANFIBOLOGIA

Ocorre pela falta de clareza, o que acarreta duplo sentido:

* Maria e Carlos foram à festa e levaram sua irmã.

* Estive em São Paulo logo que me casei duas vezes.

* Vi o sol surgir da janela do meu quarto no horizonte.

3) CACOFONIA/CACÓFATO

É a união de duas ou mais palavras que resulta em efeito sonoro desagradável.

*A irmã de Jane não era como ela.

*Paguei dez reais por cada CD.

*Mande-me já o relatório.

*A boca dela abriu-se num grito.

*Fui paraninfo dela na formatura.

4) BARBARISMO

É a pronuncia/grafia incorretas de uma palavra ou expressão.

*Cidadões, em vez de cidadãos.

*Húmido, em vez de úmido.

*Casa germinada, em vez de casa geminada.

*Rúbrica, em vez de rubrica.

*Embigo, em vez de umbigo.

*Estrupo, em vez de estupro.

5) ESTRANGEIRISMO

É o uso de uma palavra ou expressão estrangeira empregada no lugar de um termo correspondente na língua portuguesa.

*Chame meu chofer, por favor.

*Aqui está nosso menu, senhor.

*Quero meu drink sem gelo.

*É o melhor cowboy da fazenda.

*O show foi maravilhoso.

6) ARCAÍSMO

É o emprego de palavra ou expressão fora de uso.

*Vosmecê, em lugar de você.

*Ceroula, em lugar de cueca.

*Magote, em lugar de muitos, vários.

*Bigu, em lugar de carona.

7) COLISÃO

É o efeito sonoro desagradável, criado pela repetição de fonemas consonantais idênticos.

*O Papa Paulo VI pediu pela paz.

*Vovô Ivo comeu as uvas da vovó.

*O contratado assinou o contrato contrariado

8) ECO

É o efeito sonoro provocado pela sequência de palavras com a mesma terminação.

*Seu falar e seu andar me fazia sonhar.

*Houve tensão e aflição durante a recepção.

9) HIATO

É o efeito sonoro provocado pelo emprego de uma sequência de vogais.

· A plateia homenageia com faixas cheias de palavras feias.

10) PRECIOSISMO/REBUSCAMENTO

É o uso da linguagem artificial e muitas vezes vazia de ideias.

“Seu gesto altruísta e empreendedor ensombrece a existência dos demais mortais, que o têm como a figura máxima de nossa empresa, baluarte de nossas vitórias.”

11) NEOLOGISMO

É a criação de novas palavras ou expressões.

* Quando cheguei na cidade me senti todo agringalhado.

* Ninguém toca na minha bike. Ela é imexível.

12) SOLECISMO

Consiste em erro de sintaxe, seja de concordância, de regência ou de colocação.

* Vende-se casas. ( Vendem-se )

* Eu trouxe o livro, mas deixei ele no escritório. ( o deixei )

* Me traga um café. ( Traga-me )

sábado, 13 de novembro de 2010

Show de Vander Lee

O show do cantor e compositor mineiro Vander Lee no Teatro Guararapes, no centro de convenções, na noite da sexta-feira 12/11/2010, encantou a plateia recifense e turistas.
Auditório lotado, audiência super animada e muita simpatia deste novo astro da MPB.
VANDER LEE








Foto com o cantor
mineiro Vande Lee
em show no Recife
em 12/11/2010 no
teatro Guararapes.
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO


1. FRASE

É uma palavra ou um conjunto de palavras que tem sentido completo e organizado, estabelecendo comunicação entre duas ou mais pessoas.

A frase é marcada, na fala, pela entoação e, na escrita, pela pontuação.

Ao escrever uma frase, deve-se começar com letra maiúscula e, de acordo com a intenção do emissor, terminar em ponto-final, ponto de interrogação ou ponto de exclamação. Observe esta sequência:

a) Bem-vindos à cidade sejam nossa.

b) As crianças brincam na?

c) Vencerás não morrerás

Como estão, as palavras dos três exemplos acima não formam frases. Para formarmos frases, devemos observar os princípios necessários para estabelecer comunicação.

a) No primeiro exemplo, as palavras precisam obedecer a uma determinada ordem: Sejam bem-vindos à nossa cidade.

b) No segundo exemplo, há necessidade de palavras para completar o sentido do pensamento: As crianças brincam na calçada/na rua.

c) No terceiro exemplo, é necessária a pontuação para indicar a intenção do emissor: Vencerás, não morrerás. Ou Vencerás? Não, morrerás.

A frase, de acordo com a construção, pode ser verbal ou nominal.

Frase nominal: Não há presença de verbo. Ex: Que mulher elegante!

Bom dia, pessoal!

Tudo bem?

Frase verbal: Há presença de verbo. Ex: Que mulher elegante eu vi ontem.

O dia está bonito.

Tudo vai bem com Skol.

SOCORRO s. m. Auxílio; amparo; proteção.

A palavra SOCORRO, sem entonação, como está no dicionário (exemplo acima) escrita isoladamente é apenas um termo que não estabelece comunicação. Mas, se alguém gritar SOCORRO! Numa situação de perigo, com entonação de medo ou angústia, essa palavra será uma frase.

A frase, de acordo com a intenção do emissor, pode ser:

a) Declarativa afirmativa: declara uma ideia afirmativamente e, na escrita, termina com ponto-final. Ex: Ela dança bem.

b) Interrogativa: Pede alguma informação ou faz alguma pergunta. Termina com ponto de interrogação. Ex: Ela dança bem?

c) Exclamativa: Expressa emoção, admiração, espanto. Termina com ponto de exclamação. Ex: Nossa, como ela dança bem!

d) Imperativa: Expressa pedido ou ordem. Termina com ponto final ou de exclamação. Ex: Dance agora ou dance agora!

e) Negativa: Indica uma negação, podendo ser:

Declarativa negativa: Ela não dança bem.

Interrogativa negativa: Ela não dança bem?

Exclamativa negativa: Nossa, ela não dança bem!

Imperativa negativa: Não dance agora.

Para refletir:

1. O que é frase?

2. De acordo com a construção, como pode ser a frase?

3. Qual a diferença entre frase nominal e verbal?

4. De acordo com a intenção do emissor, como pode ser a frase?

5. Como devemos iniciar e terminar uma frase?

2. ORAÇÃO

É o enunciado que contém um verbo ou uma locução verbal.

Atenção: Nem toda frase é oração.

Por Exemplo: Que dia lindo!

Este enunciado é frase, pois tem sentido.

Este enunciado não é oração, pois não possui verbo.

3. PERÍODO

É uma frase verbal formada por uma ou mais orações.

PERÍODO SIMPLES: Frase verbal formada por uma única oração, ou seja, por um único verbo. É também chamada de Oração Absoluta.

Ex: As crianças brincam. O amor é eterno. Nós precisamos de paz.

PERÍODO COMPOSTO: Frase verbal formada por duas ou mais orações.

Ex: As crianças brincam e os adultos trabalham. Eu vou embora e você fica aqui. Eu já vou indo porque preciso estudar.

Vamos praticar?

“Quando eu entrei, ele entrou naturalmente comigo e eu pensei que fosse seu”.

a) Sublinhe os verbos dessa frase.

b) Quantas orações há no período em questão?

c) Como se classifica esse período?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

POR QUE/POR QUÊ/PORQUE/PORQUÊ


POR QUE: (separado e sem acento) é usado no início de frases interrogativas.

Por que você está tão feliz hoje?

Por que ela não me ligou?

Por que eles não vieram trabalhar ontem?

Observe que muitas vezes utilizamos frases na forma interrogativa indireta, sem a necessidade do sinal de interrogação. Nesses casos, por que deve vir no meio.

Não entendo por que é preciso correr tanto. ( Por que é preciso correr tanto?)

Não sei por que você está chorando. ( Por que você está chorando?)

Perceba que as palavras por que também podem vir no meio da frase com sentido equivalente a pelo qual ou pela qual.

Este é o motivo por que não cheguei na hora. (pelo qual)

A rua por que passei ontem não era calçada. (pela qual)

POR QUÊ: ( separado e com acento ) é usado no final de frases interrogativas.

Você não me telefonou, por quê?

Ele não veio à aula, por quê?

Não leu minha mensagem, por quê?

PORQUE: ( junto e sem acento ) é usado nas respostas e equivale a pois, já que, visto que.

Eu não vim à aula ontem porque estava doente.

Porque estava com calor eu abri a janela.

Cheguei atrasado ao trabalho porque perdi o ônibus.

PORQUÊ: ( junto e com acento ) equivale a motivo, razão. É um substantivo e vem precedido de determinante ( artigo, numeral ).

Todos entenderam o porquê da minha ausência.

Tenho um porquê para cancelar meu contrato.

Gostaria de saber o porquê de tanto barulho.

Outros exemplos:

Por que você não quer falar comigo?

Você não quer falar comigo, por quê?

Não sei por que você não quer falar comigo.

Vou dizer a razão por que não quero falar com você.

Não quero falar com você porque estou muito chateada.

Não sei o porquê de você não querer falar comigo.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pernambuco Voluntário

Movimento Solidário

Apesar de ainda estarmos impactados pelas tragédias ocorridas por causas das enchentes em alguns municípios pernambucanos, vários são os que não temem a luta e arregaçam as mangas em prol dos menos favorecidos. Dia 19 de julho participei com vários amigos dos trabalhos em favor das vítimas das enchentes na cidade de Palmares. Muito ainda há que ser feito, mas o povo pernambucano é assim: valente e muito solidário!


Foto em frente ao Palácio do Campo das Princesas.
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